Estes dias que seguem a Solenidade da Ascensão de Jesus ao céu, são de especial preparação para a festa do Pentecostes, dia em que o Espírito Santo desceu sobre os discípulos e dia da fundação da Igreja.
É na Sagrada Escritura, no livro dos Atos de Apóstolos (2, 1-13) que nos é narrado o que aconteceu no Cenáculo de Jerusalém no ano 30 ou 33 da nossa era, 50 dias após a ressurreição de Cristo, na festa judaica do Pentecostes.
Para nós, 2000 anos depois, esta festa, com os seus paramentos vermelhos, nos recorda a missão do Espírito Santo… muitas vezes pouco lembrada entre nós.

Assim, celebrar hoje a vinda do Espírito Santo é tomar consciência da ação do mesmo
Espírito Santo em nós, e que todos os discípulos de Cristo, como Igreja, são o novo povo de Deus que abraça toda a humanidade porque o Evangelho deve ser anunciado a todas as nações.
Desde o seu início, desde o Pentecostes de há dois milênios atrás, a Igreja é assistida pelo Espírito Santo. É Ele que a constrói, anima e santifica. É Ele que lhe dá vida e unidade, enriquecendo-a com seus dons.
O Espírito Santo continua a trabalhar na Igreja…e de muitas maneiras!, inspirando, motivando e impulsionando os cristãos, individualmente ou em comunidade, a proclamar a Boa Nova de Jesus.
Vem Espírito Santo!
Espírito Santo: Deus em movimento
"Vocês conseguem ver o vento?"
"Vocês conseguem pegá-lo?"
"Vocês conseguem sentir-lo?"
"E o que é o vento?"
O vento é o ar em movimento.
Jesus disse a Nicodemos:
“O vento sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem e nem para onde vai...”
(Jo 3,8).
O vento é um agente da natureza misterioso. Não podemos prendê-lo, tampouco podemos definir o seu curso e a sua ação, e ao mesmo tempo em que sopra forte, destruindo o que não está firme, também surge como uma brisa suave, que refresca e traz serenidade. 
Assim é o Espírito Santo de Deus, o Qual sempre foi simbolizado pelos antigos, como vento, (Hebraico: rúah = hálito de Deus, sopro, respiração; Grego: pneuma = soprar, respirar, espírito aéreo; vento).
Se o vento é o ar em movimento, podemos dizer que o Espírito Santo é Deus em movimento, Deus que não pára de trabalhar, como nos falam as Sagradas Escrituras: “Meu Pai trabalha sempre e Eu também trabalho” (Jo 5,17).
É a ação contínua de Deus de forma misteriosa, sensível e poderosa. É o "Vento" que guiou e guia a Igreja de Cristo ao longo da história, Ele é o vento que até hoje sopra sobre as “velas do barco da salvação”, que é a Santa Igreja, e a conduz rumo à pátria definitiva, a Jerusalém Celeste.
No dia de Pentecostes, a Palavra de Deus diz que antes de descer sobre os Apóstolos o Espírito em forma de “línguas de fogo”, Ele entrou no lugar como “vento impetuoso”
(At 2, 2). E até o próprio Jesus, antes da Ascensão, “soprou” (o mesmo Rúah de Gênesis 2,7) sobre os Apóstolos o Espírito Santo (Cf. Jo 20, 22).

O Espírito Santo no Propósito de Deus
O Espírito Santo possui todas as características de uma pessoa e é um dos membros da divindade. Mal se começa a
ler a Bíblia e já se percebe que o Espírito está associado com Deus e é um ser poderoso. O Pai, o Filho e o EspíritoSanto desempenharam, cada um, um papel na criação (Gênesis 1:1-2; João 1:1-3; Colossenses 1:16).
Uma das funções principais do Espírito Santo no projeto divino de redenção é a obra de revelar e confirmar a mensagem de Deus ao homem. Sem a obra do Espírito, não seria possível que o homem se salvasse. O que o homem pode aprender com Deus na criação material é importante, mas é muito limitado; jamais alguém poderia saber a vontade de Deus apenas observando a criação (Romanos 1:18-20). No restante deste
O Espírito Santo Confirmou a Palavra
A palavra falada pelos apóstolos foi confirmada por sinais, maravilhas, milagres e dons espirituais. Imediatamente antes de Jesus subir ao céu, ele deixou a grande comissão aos apóstolos (Marcos 16:15-16). O evangelho tinha de ser pregado para que o homem pudesse crer, ser batizado e ser salvo.
Jesus disse:
"Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma cousa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem às mãos sobre enfermos, eles ficarão curados"
(Marcos 16:17-18).
O objetivo desses sinais é explicado no versículo 20.
À medida que os apóstolos saíam para pregar, o Senhor cooperou com eles, "confirmando a palavra por meio de sinais que se seguiam".
O Espírito Santo não apenas guiava os apóstolos para toda a verdade, mas confirmava a palavra que proferiam por meio dos milagres. Esses milagres limitaram-se ao período apostólico. Quando a revelação da vontade de Deus se completou e a palavra foi escrita (logo antes de 70 d.C.), a palavra já tinha sido confirmada (Hebreus 2:3-4). Cada sinal ou milagre que é necessário já foi escrito (João 20:30-31).